Arquivo de Fevereiro de 2009

Medicina indiana utiliza mais de 500 ervas (Globo Reporter)

Gengibre, que pode ser encontrado no Brasil, age contra as doenças respiratórias.

Talvez nenhuma outra medicina use tanto as plantas como a medicina tradicional indiana, conhecida como ayurveda, a ciência da vida. Muitos vão buscar tratamento na cidade indiana de Pune.

A equipe do Globo Repórter acompanhou a médica ayurvédica Sonali Shinde e uma aluna brasileira dela, Joana Rodrigues, na feira. Logo que chega ao mercado, a médica vai identificando todas as ervas. Mais de 500 podem ser usadas nesse tipo de medicina.

Logo fomos apresentados ao amalaki. Parece uma ameixa, mas não tem no Brasil. É muito valorizado na ayurveda por ter cinco sabores em uma só fruta: é doce, amargo, azedo, apimentado e adstringente. Só não é salgado.

Mas no mercado de Pune é possível encontrar produtos bem conhecidos dos brasileiros. Um produto que tem muito no Brasil, o gengibre, é da maior importância na medicina ayurveda.

“Quando cozinhamos os legumes, usamos gengibre. Ele digere as toxinas no corpo e age contra as doenças respiratórias, como a sinusite”, diz a médica Sonali Shinde.

A doutora explica que a hortelã age contra o que a medicina indiana chama de vata, a força do ar: reduz dores e gases abdominais e por isso acompanha bem as comidas mais pesadas.

Seguimos nossa busca pelo mercado de Pune.

“O abacaxi é ótimo para melhorar o tecido sanguíneo, mais especificamente o plasma. E é ótimo também para eliminar vermes e lombrigas. Então, mesmo como medida preventiva, de vez em quando deve-se comer abacaxi”, orienta Joana Rodrigues.

As cenouras, que na Índia são avermelhadas, são usadas nos doces.

“A goiaba tem uma propriedade adstringente também. Tudo o que é adstringente fecha as glândulas salivares. Então, paramos de ter vontade de comer mais. Por isso, é ótima para depois das refeições”, diz Joana Rodrigues.

Feitas as compras, doutora Sonali Shinde nos convidou para ir até a casa dela. Ela preparou a refeição com os produtos que comprou na feira.

Enquanto elas preparavam o almoço, fomos conhecer os alimentos mais importantes para a ayurveda, que ajudam a conseguir uma saúde perfeita. Podem ser consumidos por qualquer tipo de pessoa, em qualquer estação.

O arroz, cultivado em 60 dias, deve ser consumido um ano depois da colheita. Feijão mungo, um tipo de feijão verde, comum na Ásia, é de fácil digestão. E também passas pretas, mel, romã, abóbora – que no Nordeste tem o nome indígena de jerimum – e amalaki – a fruta dos cinco sabores, único desses alimentos que não tem similar no Brasil.

“Ela é rejuvenescedora. Mesmo cozida e seca, não perde a vitamina C. E tem cem vezes mais vitamina C que a laranja”, ressalta Sonali Shinde.

Depois, sobre folhas de bananeira, Sonali Shinde e Joana Rodrigues foram servindo a refeição. Um pouco de sal, limão, uma pasta de pimenta, romã, pão indiano. Mais uma vez, sabores variados.

Na Índia, a refeição começa pela sobremesa. E tem que ser com a mão direita. No início da refeição, o doce tira a fome mais intensa. Mas tem ainda algo curioso: soro de leite de uma vaca feliz. É isso mesmo: os indianos dizem que, para o leite ser bom, a vaca tem que viver solta, nos campos e nunca confinada.

Espinafre com queijo branco, arroz com um pouco de manteiga cozida em cima e batata com gengibre, alho, pimenta e coentro.

“É uma refeição completa para uma pessoa ativa. Ela tem todos os seis gostos, é equilibrada. Você não come apenas arroz, não come só trigo, ou apenas comida crua. A ayurveda não aconselha isso. Um pouco de cada coisa é bom para o seu corpo”, ressalta Sonali Shinde.

Para quem está acostumado a comer carne é um pouco difícil. Mas uma recomendação da medicina indiana serve para todos: sempre que der, deixe de lado as comidas prontas.

“Cozinhe só o que você precisa e coma em seguida. Este é o mantra da saúde”, define Sonali Shinde.

1 comentário 27 de Fevereiro de 2009 às 12:11 Emporio Xingu

Curry e cebola podem ajudar a prevenir câncer no cólon

Estudo mostra que combinação de curcumina e quercetina reduz bastante o tamanho e o número de pólipos cólon retal.

Um pequeno estudo clínico realizado por pesquisadores do Johns Hopkins mostra que uma pílula combinando compostos químicos encontrados em tempero extraído do açafrão da Índia, uma especiaria usada em curry, e de cebolas reduzem tanto o tamanho quanto o número de lesões pré-cancerígenas no trato intestinal humano.

No estudo, cinco pacientes com uma forma de pólipos pré-cancerígenos no intestino conhecidos como polipose adenomatosa familiar (FAP) foram tratados com doses regulares de curcumina (o composto químico encontrado no açafrão da Índia) e quercetina, um antioxidante encontrado em cebolas, durante uma média de seis meses. O numero médio de pólipos diminuiu 60,4%, e o tamanho médio reduziu 50.9%, de acordo com a equipe liderada por Francis M. Giardiello, M.D. da Division of Gastroenterology, The Johns Hopkins University School of Medicine, e Marcia Cruz-Correa, M.D., Ph.D., do Johns Hopkins e da University of Puerto Rico School of Medicine.

” Acreditamos que essa é a primeira prova do princípio que essas substâncias têm efeitos significantes em pacientes com FAP,” disse Giardiello.

Polipose adenomatosa familiar é uma doença que ocorre nas famílias e é caracterizada pelo desenvolvimento de centenas de adenomas colo-retais (pólipos) e eventualmente câncer de cólon. Recentemente, drogas anti-inflamatórias não esteróides (NSAIDS) têm sido usadas para tratar alguns pacientes com essa condição, mas esses componentes freqüentemente produzem efeitos colaterais significativos, incluindo ulcerações gastrointestinais e hemorragias, de acordo com Giardiello.

Estudos observacionais anteriores em populações que consomem grandes quantidades de curry, assim como pesquisa laboratorial em roedores sugeriram que a curcumina -um pigmento amarelo relativamente inofensivo extraído do açafrão da Índia, a raiz em pó da curcuma longa e um dos principais ingredientes em curry asiático-pode ser efetiva na prevenção e/ou tratamento do câncer no intestino grosso, de acordo com Cruz-Correa. Ela disse que a curcumina foi ministrada a pacientes com câncer, e estudos anteriores demonstraram que é bem tolerado em doses altas.

Similarmente, a quercetina -um membro do grupo de substâncias antioxidantes derivadas de plantas polifenólicas conhecidas como flavanóides (encontrada numa variedade de alimentos incluindo cebolas, chá verde e vinho tinto)-mostrou inibir o crescimento de células do câncer de cólon em humanos e células do colo- retal em roedores.

Apesar de essas substâncias terem sido ministradas juntas, devido aos níveis relativos de dose, é que Giardello acredita que a curcumina seja o agente chave.

Os participantes foram examinados usando um sigmoidoscópio flexível antes do tratamento ser iniciado e em intervalos de três meses (abrangendo de três a nove meses) durante o tratamento. Número e tamanho de pólipos foram examinados em cada consulta.

Cada paciente recebeu 480 miligramas de curcumina e 20 miligramas de quercetina por via oral três vezes ao dia, durante seis meses, e foram avisados para não tomarem NSAIDS durante o estudo. Três pacientes seguiram o tratamento como prescrito. Um paciente não seguiu o tratamento programado entre os meses três e seis e continuou a terapia até o nono mês. Um segundo paciente largou o estudo após o terceiro mês.

Uma diminuição no número de pólipos foi observada em quatro dos cinco pacientes em três meses e em quatro de quatro pacientes em seis meses.

” A quantidade de quercetina que administramos foi similar a que muitas pessoas consomem diariamente; contudo, a quantidade de curcumina é muitas vezes o que uma pessoa deve ingerir numa dieta típica, pois o açafrão da Índia contém apenas uma média de 3% a 5% de curcumina por peso,” disse Giardello. Por causa disso, ele alerta que consumindo simplesmente curry e cebola pode não ter o mesmo efeito do produzido no estudo.

No estudo, cinco pacientes foram selecionados da Cleveland Clinic na Weston Fla. Todos os pacientes tiveram primeiramente seus colons removidos cirurgicamente. Quatro dos cinco pacientes permaneceram com o reto, enquanto que o restante dos pacientes tiveram tanto o cólon quanto o reto removidos e parte do intestino delgado adaptado para servir como cólon e reto. Todos os pacientes tiveram cinco ou mais adenomas no trato do intestino inferior. Nenhum dos pacientes tomou NSAIDS por mais de uma semana durante os três meses do estudo.

Os efeitos colaterais foram mínimos. Um paciente relatou náusea leve e paladar azedo poucas horas depois de tomar a pílula, que passaram dentro de três dias, e um segundo paciente teve diarréia suave por cinco dias.

“Esse estudo mostrou pela primeira vez que o tratamento por curcumina foi eficaz para diminuir o número de pólipos em pacientes com FAP, similar ao que foi observado com o uso de agentes NSAID sintéticos, mas com efeitos colaterais mínimos. Alem disto, nós observamos que os adenomas descobertos no intestino delgado dos nossos pacientes também responderam à curcumina,” disse Cruz-Correa. Ela disse que um teste clínico aleatório será conduzido pela Johns Hopkins e pela University of Puerto Rico Comprehensive Cancer Center envolvendo maior número de pacientes. Nenhuma data foi marcada para esse teste.

Adicionar comentário 26 de Fevereiro de 2009 às 13:19 Emporio Xingu

Dieta desintoxicante recupera o corpo após Carnaval

Livre-se do mal-estar depois dos exageros na comida e no álcool
Durante o feriado de Carnaval muita gente abusa no consumo de comidas gordurosas e bebidas alcoólicas. Para evitar a sensação de mal-estar depois da folia e reequilibrar o organismo, a nutricionista Daniela Cyrulin, do Instituto Saúde Plena, montou uma dieta desintoxicante.

O cardápio, que deve ser seguido por três dias, inclui muito líquido, como sucos, chás e sopas, além de alimentos integrais, iogurtes e ingredientes leves. Alimentos como abacaxi, maçã e a couve manteiga possuem enzimas que favorecem a drenagem de toxinas e auxiliam na desintoxicação feita pelo fígado , explica a nutricionista.

Dieta desintoxicante

DIA 1
Café da Manhã
-1 copo de suco de abacaxi, maçã, couve manteiga, laranja e sementes de linhaça +
-1 pote com: 1 banana média picada, 4 morangos picados, 1 colher de sopa de aveia em flocos finos e 1 colher de sobremesa de mel

Lanche da Manhã
-1 iogurte natural desnatado com 1 colher de sobremesa rasa de musli

Almoço
-Salada de alface crespa, agrião e beterraba ralada +

-1 prato de sobremesa de legumes refogados (abobrinha italiana: com cebola, alho, tomate sem sementes em cubinhos e orégano) +
-1 filé de pescada temperado com alho e limão e depois assado com alho poró e alecrim +
-1 fatia de melancia+
- 1 copo de suco de maracujá natural com pêra

Lanche da Tarde
-1 xícara de chá vermelho +
-1 fatia de pão integral 7 grãos +
-1 colher de sopa de queijo cottage temperado com salsinha picada

Jantar
-1 prato de Sopa Desintoxicante (Receita 1) +
-1 copo de suco de melão +
-1 taça de creme de papaya batido com iogurte natural desnatado

Lanche da Noite
-2 torradas integrais +
-1 colher de sobremesa de geléia sem açúcar e sem adoçante +
-1 xícara de chá verde

DIA 2
Café da Manhã
-1 xícara de chá de erva doce +
-1 fatia de pão de linhaça +
-2 fatias de queijo branco +
-1 maçã

Lanche da manhã
-1 pote de salada de frutas com uvas verdes, manga picadinha, banana picadinha e suco de laranja e 1 colher de sopa de granola +
-1 copo de suco de abacaxi com raspas de gengibre e hortelã

Almoço
-Salada de rúcula e agrião com tomate cereja fatiado ao meio +
-2 colheres de sopa de arroz 7 cereais refogado com tomate e cebola +
-3 colheres de sopa de cenoura e vagem no vapor com azeite +
-1 filé de peito de frango grelhado com suco de laranja e cheiro verde picado+
-1 pera +
-1 copo de suco de laranja e acerola em polpa com adoçante de frutose

Lanche da Tarde
-1 taça de gelatina diet com pedaços de maçã

Jantar
-1 Prato de Sopa de sopa de espinafre, mandioquinha, cenoura, bardana e aveia em flocos +
-1 copo de suco de morango com laranja +
-1 espetinho de papaya com banana

Lanche da Noite
-2 biscoitos integrais +
-1 colher de chá de geléia sem açúcar e sem adoçante +
-1 xícara de chá de erva cidreira

DIA 3
Café da Manhã
-1 copo de suco cenoura, laranja e beterraba +
-1 torrada de pão de centeio +
-1 colher de sopa de ricota misturada com queijo cottage

Lanche da Manhã
-1 água de coco +
-1 fatia de melão

Almoço
Salada de alface americana, pepino sem casca em palitos, kani kama desfiado, nacos de manga e gergelim torrado +
-2 colheres de sopa de purê de mandioquinha sem leite +
-1 filé de salmão grelhado com suco de limão, alho e 1 colher de chá de mel +
-1 Alcachofra cozida +
-1 copo de suco de manga com laranja +
-1 kiwi

Lanche da Tarde
-Frutas ao vapor (Receita 2) +
-1 copo de suco de melancia com limão

Jantar
-1 prato de sopa de abóbora, abobrinha, inhame, beterraba e aveia em flocos
-1 copo de suco de goiaba com clorofila e aveia em flocos finos +
-1 banana assada com suco de laranja e canela em pó

Lanche da noite
-1 xícara de chá de camomila +
-1 torrada integral com 1 fatia de queijo branco

Sopa Desintoxicante
Rendimento: 1 porção (1 prato fundo)
Calorias: 125 kcal
Ingredientes:
½ xícara de chá de abóbora
½ xícara de chá de cenoura
½ xícara de chá de agrião
1 xícara de chá de inhame
1 talo de salsão
½ xícara de folhas de acelga
¼ de xícara de arroz integral
500 ml de água

Frutas ao vapor
Rendimento: 2 porções
Calorias: 124 kcal
Ingredientes:
4 morangos
½ kiwi
½ banana nanica
1 fatia fina de abacaxi
1 damasco cortado ao meio
Folhas de hortelã
2 cravos da índia
1 colher de sopa de adoçante culinário

Modo de preparo:
Os ingredientes devem ser picados e colocados em um quadrado de folha de alumínio. Feche a folha formando uma trouxinha. Leve ao forno por cerca de 20 minutos. Uma ótima opção é regar as frutas com chá de hortelã gelado.

Adicionar comentário 25 de Fevereiro de 2009 às 12:25 Emporio Xingu

Coma um ovo por dia para ganhar músculos e perder gordura

Ele contém albumina, que aumenta a massa magra, e leucina que ajuda a manter

Quando pensa no consumo de proteínas, pouca gente se lembra dele, mas o ovo é uma alternativa bastante saudável para repor os aminoácidos essenciais ao funcionamento do organismo. “As proteínas são de extrema importância para o nosso organismo por sua função construtora e reparadora, além de participarem da formação de hormônios, enzimas e anticorpos”, afirma a nutricionista Lucyanna Kalluf, do Centro Brasileiro De Nutrição Funcional.

A variedade de opções no preparo (cozido, mexido ou em omeletes) conta a favor de inclusão do ovo na dieta, que ainda ganha reforço de vitaminas, minerais e lipídios (presentes em grandes quantidades na gema). “Mais de 50% da vitamina B2 do ovo está na clara, de fácil digestão e ideal para quem treina e quer desenvolver músculos”, afirma a especialista. “Nunca coma ovos crus, prevenindo a salmonela (bactéria que traz infecção intestinal).

Entre a turma da academia, o xodó é a albumina: esta proteína tem alto valor biológico, excelente biodisponibilidade (é facilmente aproveitada pelo organismo e fácil digestão. A albumina possui os nove aminoácidos necessários para o processo de anabolismo (aumento de massa muscular), contribui para a regeneração de tecidos musculares, unhas, pele e cabelo (faz crescer cabelos), revitaliza funções orgânicas devido ao seu valor energético e impulsiona o sistema imunológico. A albumina está contida, principalmente, na clara. “A clara também dispõe de leucina, um aminoácido que ajuda a manter os músculos e diminui a massa gorda (gordura).

A gema, por sua vez, é rica em ômega 3, gordura excelente para o cérebro e que estimula o equilíbrio da insulina com a glicose, mais um fator para regular a compulsão e a resistência insulínica, que é o maior fator de risco para a Síndrome Metabólica. Ela também age no combate da anemia. “O ovo combate não apenas a anemia por deficiência ferro, mas também a chamada anemia perniciosa graças à presença de vitamina B 12″, diz a nutricionista.

Consumo diário

Para contar com esses benefícios, o ideal é incluir ao menos um ovo (de galinha) por dia na sua alimentação o de codorna é ainda mais rico em colesterol comparado com o de galinha. Em cada 50 gramas (o equivalente a cinco ovinhos), há 422 miligramas da substância. Mas não é só: ele também tem maior quantidade de fósforo e ferro do que seu concorrente e só perde no quesito vitamina A.

Apesar da digestão mais lenta, o ovo pode ser ingerido no jantar e é um ótimo substituto para as carnes vermelhas (principalmente entre as pessoas de idade mais avançada e com dificuldade para mastigar). “Mas minha recomendação é consumo de um ovo no café da manhã, porque ele traz saciedade e evita que o paciente fique besliscando”, afirma a nutricionista.

Quanto à cor da casca, não há com o que se preocupar: ela indica apenas a cor da galinha. As brancas põem ovos brancos, as vermelhas põem ovos vermelhos. E não há diferença nutricional relevante entre os ovos de granja e os chamados caipiras, que têm uma coloração mais amarelada. Isso se deve ao tipo de alimentação. A especialista lembra que as galinhas caipiras são criadas soltas e comem o que encontram pela frente, incluindo vegetais mais coloridos, enquanto as de granja se alimentam apenas de ração.

O colesterol

Por muitos anos, o ovo foi visto como inimigo do coração. Mas pesquisas recentes comprovam que não há risco de doença cardiovascular para pessoas que consomem até um ovo por dia, de acordo com a nutricionista. Para preservar sua saúde, evite o consumo de ovos fritos, que têm mais calorias totalmente dispensáveis.

Amigo da memória
O ovo também é fundamental à mesa de quem tem mania de esquecer tudo. Isso acontece porque ele é uma ótima fonte de colina, proteína que melhora a memória e a cognição. Além disso, ele tem as vitaminas B2, B6, B12, E, K, D e ácido fólico. Zinco, cálcio, selênio ( boa quantidade), fósforo e ferro também estão presentes. “Devido a todos esses nutrientes, o ovo deve fazer parte da dieta de todos os indivíduos, salvo aqueles com alguma intolerância ou alergia alimentar”, afirma a nutricionista Lucyanna Kalluf.

Adicionar comentário 24 de Fevereiro de 2009 às 12:23 Emporio Xingu

Salsa pode combater as doenças do coração (Globo Reporter)

Componentes químicos do tempero mais comum da mesa brasileira impedem a formação de coágulos que podem entupir os vasos e causar derrames.

É notícia boa. E vem das universidades brasileiras: sabores variados e saúde em dia têm tudo a ver. Os pesquisadores não precisaram ir longe para encontrar as primeiras pistas.

“Salsa batidinha por cima do salpicão, do arroz de forno. Eu uso salsa para tudo, porque ela também faz bem para o coração”, diz a aposentada Dirce Corrêa.

No Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio, o conhecimento é passado de geração em geração. Dona Dirce, dona Olinda, dona Célia, dona Fátima: vidas inteiras dedicadas às ervas brasileiras.

“A salsa serve para tempero e serve para os rins. O chá é um santo remédio para expelir pedras dos rins”, afirma a feirante Fátima Barros.

Que a salsa era boa para os rins, a ciência já sabia. Mas uma pesquisa com moradores do estado do Rio surpreendeu os especialistas do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O farmacêutico Douglas Chaves descobriu o que estava na boca do povo: a salsa, além de diurética, afina o sangue.

“Nós observamos que a população utiliza essa espécie para fins medicinais e, principalmente, para o afinamento do sangue”, conta o farmacêutico.

Será? O jeito foi pesquisar. “Fazemos um processo de extração das substâncias da salsinha através do cozimento da planta realizado sob um aquecimento”, explica o farmacêutico Douglas Chaves.

A pesquisa trouxe uma descoberta sensacional: o tempero mais comum da mesa brasileira pode combater um dos males mais comuns da Humanidade: as doenças cardiovasculares, que atingem hoje 30% da população em todo o mundo.

Os pesquisadores ainda procuram algumas respostas. Qual é a quantidade necessária de salsa para prevenir as doenças circulatórias na população em geral e qual é a dosagem que pode funcionar como remédio para os pacientes com trombose? Na busca das repostas, eles já chegaram a algumas conclusões animadoras.

Componentes químicos da salsa agem na circulação. Eles impedem a formação de trombos, coágulos que podem entupir os vasos e causar derrames.

Flávia faz uma demonstração. Uma amostra de plasma que não teve contato com a salsa fica gelatinosa depois da coagulação. Enquanto isso, o plasma sanguíneo que teve contato com a salsa permanece líquido por um longo tempo. Isso mostra que a salsa inibe a formação dos coágulos. A salsa só deve ser evitada pelas mulheres grávidas, pois pode provocar sangramentos.

“No fundo, nossas avós estavam certas. Estamos mostrando que, realmente, a salsa ‘afina’ o sangue, serve para melhorar a circulação e prevenir a formação de trombos”, diz a bioquímica Russolina Zingali.

Com as novas descobertas, a salsinha, que todos conhecemos tão bem, pode virar um grande remédio.

“Uma pílula de salsa”, adianta Russolina Zingali.

Eles são muito fáceis de achar, estão em todas as feiras, em qualquer mercado. Afinal, não dá para cozinhar sem os temperos. E o melhor: são baratos. Mas nem sempre foi assim. As especiarias já foram muito cobiçadas. E, acredite, elas tiveram o peso cotado em ouro. Era o tempo dos descobrimentos, e os temperos serviam para conservar os alimentos. Hoje, mais do que nunca, a ciência confirma o imenso valor das especiarias.

E na raiz de todas essas descobertas está a sabedoria popular.

A feirante Olinda Ribeiro Costa é uma apaixonada por temperos. Na feira, ela contou que tem em casa um cantinho com tudo de que precisa.

“Fica no terraço. É um pedacinho que eu adoro”, diz.

No alto, protegido do sol pela caixa d’água, está o cantinho de saúde de dona Olinda. Tem um pouco de tudo.

“É muito bom chegar e pegar um galhinho”, diz dona Olinda.

E, como sempre, as dicas do uso dos temperos para a saúde vão surgindo.

“O alecrim é bom para resfriado porque é expectorante”, explica dona Olinda.

Alecrim contra gripe? E não é que dona Olinda tem toda a razão? A comprovação é feita por uma das melhores universidades do país, a Universidade de São Paulo (USP). A Faculdade de Ciências Farmacêuticas estuda os temperos há mais de 20 anos. E uma das conclusões mais recentes é que o alecrim combate o vírus da gripe. O trabalho foi feito em conjunto com o Instituto Butantã.

“Nós estudamos o vírus da gripe, que é o influenza, e observamos que os extratos do alecrim diminuem a replicação viral”, conta o cientista em alimentos da USP Jorge Mancini Filho.

Tudo na cozinha de dona Olinda leva um pouco de verde. No frango, vai sálvia, alfavaca e alecrim. Mas os poderes dessa planta tão cheirosa não param aí. Em testes com animais, a nutricionista da USP Ana Mara Silva descobriu outras qualidades do alecrim: um remédio poderoso contra as complicações de saúde dos diabéticos.

“Pelos resultados, reduziu o colesterol total, os triglicerídios – que são todas as gorduras, que no diabetes estão muito envolvidas com as doenças do coração”, explica Ana Mara Silva.

No mesmo experimento, o extrato de alecrim preveniu a catarata, as doenças nos rins e na retina, que são comuns nos diabéticos. É por isso que o experiente professor Mancini põe o alecrim no topo da lista de temperos indispensáveis na nossa mesa. “O alecrim é considerado a especiaria, associada a todo o conjunto de outros vegetais, com maior atividade antioxidante. É o campeoníssimo”, afirma.

Todos têm antioxidantes, compostos químicos que combatem os radicais livres, aquelas substâncias que provocam o envelhecimento do corpo.

As descobertas no Mercadão de Madureira, no Rio de Janeiro, não terminaram. A feirante Fátima Barros conta que a mãe, a feirante Célia Diniz da Costa, de 78 anos, criou uma mistura poderosa. Dona Célia, que tem sérios problemas de circulação, diz que se mantém em pé, trabalhando, por causa das ervas que usa em chás e na comida.

Dona Fátima revela os ingredientes do tempero de dona Célia: “Hortelã-pimenta, alfavaca, sálvia, manjerona, aipo, que é o salsão, alho-poró, manjericão e hortelã comum. É o tempero da vovó. Ela usa para temperar frango, carne, arroz, feijão. Lá em casa tudo é feito com isso. É muito difícil alguém ficar gripado”.

O Globo Repórter foi conhecer o segredo do tempero de dona Célia. Na cozinha, todos os temperos são bem lavados. Primeiro, elas põem um pouco de óleo e quatro cabeças de alho. Depois, vão acrescentando os maços de temperos, um a um: hortelã, hortelã-pimenta, sálvia, alfavaca, manjerona, alho-poró e aipo. Para completar, cebola e pimentão vermelho, para dar cor.

“Esse trabalho vale a pena porque gastamos menos horas descascando alho e socando cebola, essa lenga-lenga toda. Já fica tempero para toda a família”, conta dona Célia.

A mistura ainda leva sal. Depois de pronto, o tempero é distribuído em potinhos para toda a família.

“É um potinho para cada um”, diz dona Fátima.

Que é gostoso, ninguém duvida. Mas e os benefícios para a saúde? De Madureira para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O potinho da vovó Célia chegou longe. A professora Gláucia Pastore é uma grande conhecedora dos poderes dos alimentos. Ela fica animada com a riqueza da mistura de dona Célia e destaca as suas propriedades: as vitaminas do Complexo B, as fibras, os antioxidantes.

“Consumindo esse tipo de tempero, a pessoa ganha a manutenção da saúde, mais reforço, mais defesa para enfrentar os diversos sistemas invasivos, microorganismos, doenças contagiosas, infectocontagiosas. A pessoa vai estar mais defendida”, explica a cientista em alimentos.

A professora Gláucia Pastore diz que as qualidades de cada tempero são reforçadas com a mistura. E confirma: dona Célia tem razão quando diz que o tempero ajuda a manter a saúde da família.

Gláucia Pastore revela os temperos que não podem faltar na cozinha brasileira: alho, cebola, alho-poró, sálvia e hortelã. E dá uma última dica: “Geralmente, quando se trata de compostos bioativos, mais importante que a dose é a constância. Então, não importa muito se essa dose não é tão igual entre os dias. O importante é que todos os dias se faça uso um pouquinho”.

Adicionar comentário 23 de Fevereiro de 2009 às 12:08 Emporio Xingu

Raiz é capaz de aniquilar tumores cancerígenos (Globo Reporter)

Testes demonstram que cúrcuma elimina células de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele.

A equipe do Globo Repórter viajou para Goiás em busca de uma riqueza pouco explorada. No cerrado brasileiro, uma especiaria trazida da Índia se adaptou bem. Pelo nome, pouca gente conhece o cúrcuma. É uma planta da família do gengibre. A parte usada na culinária fica na raiz. Depois de seca e moída, ela vira um ingrediente que a dona de casa chama de açafrão.

Raiz de cúrcuma, de onde é extraída a curcumina “Na raiz encontram-se todos os componentes do açafrão, inclusive o corante, que é a curcumina, que é bem amarela”, explica o engenheiro de alimentos Celso José de Moura, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Celso José de Moura explica que a planta dá em qualquer lugar e requer pouca água. Mas o sabor do açafrão da terra, como é conhecido na região, caiu no gosto do povo goiano. Uma boa galinhada fica bem amarela por causa do tempero.

Mas o que ninguém conhecia era o poder de cura dessa raiz. A riqueza maior da cúrcuma está sendo descoberta nos laboratórios da UFG. “Quanto mais pesquisamos mais nos empolgamos porque o número de doenças em que ele tem se mostrado ativo é realmente impressionante”, diz a química Lídia Andreu.

A curcumina, um pó amarelo extraído da raiz, é cicatrizante e antiinflamatório. É usada há mais de cinco mil anos na ayurveda, a medicina tradicional indiana. Por isso, Marcella Carneiro, uma bióloga apaixonada por plantas medicinais, questionou: seria a curcumina poderosa também contra o câncer?

Marcella aplicou a curcumina sobre células com melanoma, o mais grave tipo de câncer de pele. Em poucas horas, um resultado impressionante.

“Nossos testes demonstraram que ela matou 90% de células de melanoma. A curcumina pode agir de duas maneiras: impedindo o crescimento das células cancerígenas e provocando a morte celular, aniquilando o tumor”, esclarece Marcella Carneiro.

O núcleo das células com câncer é implodido pela curcumina, mas os pesquisadores ainda não sabem os efeitos colaterais. Em breve, pacientes terminais devem testar um tratamento experimental em Goiânia.

“É muito interessante saber que a partir de uma especiaria você pode obter um tratamento para o câncer, por exemplo”, ressalta Marcella Carneiro.

O maior desafio é aumentar a absorção da curcumina pelo corpo humano. Para isso, os pesquisadores precisam vencer outro obstáculo: dominar a técnica de extração da curcumina. O extrato da planta é importado – e caríssimo.

“Pagamos em torno de R$ 1 mil por dez gramas de curcumina pura. Então, se conseguirmos extrair curcumina de alta qualidade, pura, com certeza o medicamento vai se tornar mais eficaz e vai ser bem mais barato. Eu diria que, para a saúde, esse pó amarelo vale ouro”, constata Lídia Abreu.

Mais um motivo para popularizar, no Brasil, essa especiaria tão comum na Índia

Adicionar comentário 20 de Fevereiro de 2009 às 12:06 Emporio Xingu

Sucos Poderosos soltam o intestino e refrescam

Três receitas deliciosas para acabar com a prisão de ventre

Suco Refrescante
Ingredientes
- 2 pires de rúcula picada
- 2 laranjas sem sementes -
1/2 copo de água
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Saiba mais!
A rúcula contém poucas calorias e muitas fibras. É uma hortaliça rica em vitaminas A e C, além de ser uma boa fonte o cálcio, ferro, enxofre, potássio e ômega 3. A laranja contém fibras e é a fruta com o mais alto nível de antioxidantes. Ela apresenta propriedades antiinflamatórias e inibe a formação de coágulos no sangue.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 228 Kcal
Carboidratos: 56,1 g
Proteínas: 3,8 g
Gorduras: 1,9 g
Fibras: 7,8 g

Vitamina Deliciosa
Ingredientes
- 1 unidade média de mamão papaya
- 2 laranjas sem sementes
- 1 colher (sopa) de semente de linhaça
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)
Calorias: 401,2 Kcal
Carboidratos: 81,9 g
Proteínas: 7,8 g
Gorduras: 8,1 g
Fibras: 16,9 g

Saiba mais!
A laranja é rica em fibras e o mamão papaya possui uma substância chamada papaína que estimula a mucosa intestinal de maneira natural, facilitando os movimentos de expulsão das fezes. A linhaça, além de ótima para o intestino, previne o envelhecimento precoce e as doenças degenerativas.

Vitamina cremosa
Ingredientes
- 2 ameixas pretas sem caroço
- 1 pote de iogurte desnatado 0% de gordura
- 1 colher (sopa) de aveia
- 1 colher (sopa) de açúcar

Modo de Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. De preferência, tome sem coar.

Rendimento: 1 copo
Análise calórica e nutricional (por copo)

Calorias: 199,1 Kcal
Carboidratos: 35,2 g
Proteínas: 10,3 g
Gorduras: 2,0 g
Fibras: 13,7 g

Saiba mais!
A ameixa é laxativa graças ao seu conteúdo em fibra, especialmente pectina. A pectina tem ação cicatrizante, diminui o colesterol e ajuda na digestão. A aveia é rica em fibras e aumenta o bolo fecal, facilitando a expulsão das fezes.

Dicas de saúde
A adição de linhaça, aveia, lecitina de soja e fibras solúveis pode ser feita em qualquer uma das receitas para aumentar a quantidade de fibras e, portanto, a eficácia dos sucos. Prefira ingerir os sucos sem coar, para que todas as fibras dos alimentos sejam aproveitadas pelo organismo. O iogurte pode ser substituído por leite fermentado (Yakult, Chamyto).

Adicionar comentário 19 de Fevereiro de 2009 às 12:22 Emporio Xingu

Loucos por açúcar

Todo mundo gosta de se esbaldar com um bombom, um sorvete ou refrigerante de vez em quando. Mas é preciso atenção, pois o consumo desses alimentos traz calorias extras sem nenhum benefício nutricional. Ou seja, ‘’calorias vazias'’, que fornecem energia mas não têm vitaminas, minerais ou fibras.

Além dos quilinhos a mais, outro problema do açúcar refinado é que ele é o grande responsável pelo aparecimento de cáries. Mas não existem alimentos proibidos. Podemos, sim, consumir açúcar, desde que seja em quantidades moderadas, numa dieta equilibrada. Escolha o melhor tipo para você e sua família:

Mascavo: Não sofre refinamento e, por isso, mantém algumas vitaminas e sais minerais. Tem a coloração escura.

Demerara: Sem aditivos químicos. Por isso, seus grãos são amarelados e têm valores nutricionais altos, próximos aos do açúcar mascavo.

Orgânico: Nenhum aditivo agrícola pode ser usado para sua obtenção. É mais caro, grosso e escuro que o refinado, mas adoça igualmente.

De confeiteiro: Usado em doces e glacês. Passa por peneiragem, tomando a forma de minicristais, e ganha espessura com a adição de amido de arroz.

Light: Parte açúcar refinado, parte adoçante. Pode ser uma opção interessante para quem quer eliminar alguns quilinhos.

Refinado: O mais comum nas prateleiras. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco, mas sem vitaminas.

Frutose: Extraída das frutas e do milho. É cerca de 30% mais doce que o açúcar comum, mas engorda sem oferecer uma vitamina sequer.

Mel: De consistência líquida e viscosa, o mel é mais doce do que o açúcar. Contém pequenas quantidades de alguns nutrientes.

Adicionar comentário 18 de Fevereiro de 2009 às 12:42 Emporio Xingu

11 soluções para problemas no estômago

1. Nada de regime rigoroso
Não é correto passar fome dias antes só para se esbaldar nas festas. Na semana anterior ao Natal faça refeições balanceadas, com carnes magras e muitas frutas e verduras.

2. Coma antes de sair de casa
Antes de se maquiar para a festa, coma uma salada ou uma fruta acompanhada de um suco natural. Alimentar-se um pouco antes de sair de casa diminui o risco de você comer mais do que deveria.

3. Saladas na entrada
Antes de tudo, coma legumes e verduras. Esses alimentos são pouco calóricos e garantem que você não ataque o prato principal com aquela fome de leão.

4. Preste atenção em seu corpo
Cuidado com seus limites. Se você for diabética, evite os doces. Se tiver colesterol alto, não abuse dos alimentos gordurosos. “Apenas experimente as guloseimas. Respeite seu histórico de saúde”, aconselha o médico Carlos Lazzarini.

5. Coma de tudo, mas devagar
Vai ser difícil resistir a tantas opções apetitosas na sua frente. A dica é provar um pouco de cada prato, em pequenas porções e com intervalos entre um e outro alimento. Assim,seu organismo digere melhor a comida. Isso alivia a sensação de peso que temos ao comer, ao mesmo tempo, todas as iguarias da ceia.

6. Corte as gorduras
Quanto menos gordura, mais saudável será seu prato. Se for possível, troque a carne de porco por carne branca, peru ou chester, pois elas são menos gordurosas. E procure resistir aos molhos que costumam regar as carnes

7. Fuja da maionese
Evite as receitas com maionese. Por mais tentadoras que sejam, elas costumam estragar com facilidade (mesmo se mantidas na geladeira) e causar intoxicações intestinais. Deixe para provar esses pratos apenas em casa.

8. Cuidado com o excesso de álcool
Além de prejudicar a digestão, você corre o risco de dar vexame na festa da empresa. Para prevenir excessos, a dica é não misturar bebidas: se você começar tomando vinho, fique apenas com vinho até o final. Outra dica é revezar bebida alcoólica com água ou sucos. Isso contribui para manter o organismo hidratado.

9. Não durma logo que chegar em casa
Depois de comer e beber muito, o sono chega. Mas não é recomendável dormir de barriga cheia. A posição deitada pode causar refluxo, aquela sensação de que a comida está voltando do estômago para a boca.

10. Não faça jejum no dia seguinte
É comum bater um peso na consciência - dá vontade de começar uma dieta daquelas logo que os banquetes terminam. Pois saiba que o jejum total faz mal à saúde! O ideal é fazer uma dieta leve, com muitos líquidos.

11. Caminhe
A prática de exercícios ajuda a queimar os quilinhos a mais. Experimente uma boa caminhada na manhã depois de cada festa. Além disso, coma alimentos sem gordura e sem açúcar. E evite o leite, que pode causar uma sensação de fermentação no estômago

Adicionar comentário 17 de Fevereiro de 2009 às 12:41 Emporio Xingu

Pimenta emagrece e reduz o colesterol (Globo Reporter)

Fruto reúne uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope e vitaminas.

Turuçu é a capital brasileira da pimenta vermelha. Na cidade do sul gaúcho, ela é plantada há mais de cem anos. E o orgulho com o produto da terra está em toda parte: na rua principal e nas lavouras cultivadas por descendentes de imigrantes alemães. Do trabalho de pequenos agricultores brota um poderoso remédio natural.

“Dizem que é bom para a saúde. Graças a Deus, até hoje nunca tive problema nenhum”, assegura o agricultor Leomar Nörnberg.

Na casa dele, é acompanhamento para todos os pratos. Para usar como tempero, a agricultora Leni Nörnberg dá a receita: “Coloco vinagre, depois dou uma sacudidinha e deixo curtindo durante um dia ou dois. É bem fácil. Dá para botar em qualquer comida”.

De acordo com especialistas em saúde, o hábito da família de seu Leomar deveria ser repetido em todas as mesas. Os benefícios da pimenta são conhecidos há muito tempo. Nas Américas, o fruto já era usado até para aliviar dor de dente e de estômago. Isso há pelo menos dois mil anos.

Quem coloca a pimenta no dia-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope, vitaminas – benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência.

Uma pesquisa recém-concluída na Faculdade de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) comprovou que a pimenta diminui mesmo o risco de doenças cardiovasculares, maior causa de mortes no Brasil.

Por duas semanas, um grupo de ratinhos recebeu, todos os dias, uma pequena dose de extrato de pimenta-dedo-de-moça, a mais consumida no país. No fim do período, sangue foi coletado e comparado com o de ratinhos que não receberam a pimenta. O resultado impressionou os pesquisadores.

“Nós tivemos uma redução bastante significativa, em torno de 45%, do colesterol total desses animais. Uma redução do colesterol total, tanto em humanos quanto em cobaias, mostra que há um risco menor do desenvolvimento de doença arterial coronariana ou aterosclerose”, diz a nutricionista da PUC-RS Márcia Keller Alves.

Em outras palavras: menor risco de enfartes. O que reduziu quase pela metade a gordura do sangue nos ratinhos foi a capsaicina, o princípio ativo da pimenta, que dá a ela o gosto ardido.

“É esse princípio ativo que faz com que a pimenta seja benéfica à saúde. Então, quanto mais picante mais capsiacina. E quanto mais capsiacina mais benefícios com o consumo da pimenta”, esclarece Márcia Keller Alves.

A capsaicina atua em várias áreas do corpo: alivia dores de cabeça, controla os níveis de glicose no sangue, aumenta a capacidade pulmonar e ajuda no tratamento da rinite alérgica. É até um aliado para quem quer entrar em forma.

“É uma substância estimulante do metabolismo. A pessoa passa a gastar mais calor através do que come. Então, isso ajuda na obesidade. Ela só vai se beneficiar com um ingrediente natural”, afirma o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky.

Ainda falta determinar quanto é necessário consumir para que a pimenta traga todos esses benefícios. O que se sabe é que o brasileiro come muito pouco. Na Tailândia, por exemplo, ela é a estrela das receitas simples e sofisticadas. Lá, o consumo chega a dez gramas por dia. No Brasil, não passa de meio grama por pessoa.

Para que a pimenta saia do papel de coadjuvante e se torne o ingrediente principal, é preciso pegar o fruto e inventar. Criar receitas que agradem não só a quem procura a ardência, mas também – por que não? – a doçura da pimenta. Produtos que saem de agroindústrias familiares, com a da produtora rural Verônica Tuchtenhagen e do aposentado Otávio Tuchtenhagen. Antigamente, a família vendia a pimenta seca e moída. Quanto trabalho, lembra o pai, que tem 82 anos.

“Eu lembro que plantei pimenta com 12 anos de idade. Às 5h, tinha que ir lá e cortar”, conta seu Otávio.

“Hoje transformamos a pimenta ‘in natura’ em vários pratos: em conservas, molhos, azeites, geléias, bombons, trufas, chocolate. Um mundo com pimenta”, descreve dona Verônica.

A receita que mais vende é a da geléia, criada com o auxílio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) para conquistar o paladar até de quem não gosta do sabor ardido da pimenta. É feita com o fruto “in natura”, bem do jeito que os médicos recomendam.

A pimenta vai ao fogo misturada com açúcar, água, ácido cítrico e pectina, uma mistura que, no início, nem dona Verônica acreditava que daria certo.

“Não vou mentir, tínhamos uma pequena dúvida. Me surpreendeu muito porque enquanto eu vendo cem vidros de geléia com pimenta transformada, vendo dez de morango sem pimenta. A pimenta fez um sucesso”, comemora dona Verônica.

Para ver se os novos produtos de pimenta têm chance de cair mesmo no gosto popular, a equipe do Globo Repórter levou o doce de leite com pimenta e a pimenta em calda para fazer um teste com os consumidores.

“É meio forte, mas é gostoso. Senti a pimenta”, conta a estudante Sylvia Waldman.

“Eu não senti muito. É natural, um docinho gostoso. Mas bem no finzinho sentimos um pouquinho”, diz a dona de casa Áurea do Prado.

“Ela acentua o paladar, mas é saborosa”, avalia o aposentado José Castro.

“Me surpreendi, porque pimenta geralmente é forte. E essa bem gostosa”, elogia a professora Priscila da Silva.

1 comentário 16 de Fevereiro de 2009 às 12:08 Emporio Xingu

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