Arquivo de Setembro de 2009

Colágeno em pó

Fonte: Revista Boa Forma

Sabrina Sato e Letícia Spiller aderiram faz tempo, Claudia Ohana acaba de virar fã. O suplemento de colágeno entrou no cardápio das atrizes que querem manter o corpo firme e o rosto jovem por mais tempo. E tudo indica que está dando supercerto. Você também pode fazer o mesmo para adiar as ruguinhas. O colágeno é barato, prático (basta dissolver o pó na água), facilmente encontrado no mercado e sem contraindicação.

Por que essa substância tem tanto poder? É um tipo de proteína – aliás, 30% de toda a proteína do nosso organismo é colágeno – que tem como funções principais formar as fibras que dão sustentação à pele. O colágeno é naturalmente produzido pelo nosso organismo, mas estudos mostram que, a partir dos 30 anos, o corpo sofre uma perda anual dessa proteína em torno de 1%. “Dos 50 anos em diante, a queda aumenta drasticamente”, diz Jocelém Salgado, pesquisadora e professora de nutrição humana da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). A produção passa a ser de apenas 35%, em média (socorro!).

É por isso que alguns nutricionistas, dermatologistas e médicos ortomoleculares consideram o consumo do suplemento importante a partir dos 30 anos e essencial depois dos 50. Extraído do osso e da cartilagem do boi, o colágeno passa pelo processo de hidrólise (quebra das moléculas de proteína) para ser absorvido facilmente pelo organismo.

Reforço para a dieta
Você está na faixa dos 20? Fique tranquila! Uma dieta caprichada em alimentos que estimulam o organismo a produzir colágeno é suficiente. Agora, se você vive estressada, fuma e abusa do sol, a produção desse componente começa a falhar mais cedo. E, sozinha, a dieta pode não dar conta. “Para essas pacientes, costumo recomendar a suplementação a partir dos 21 anos”, diz Amilton Macedo, dermatologista especializado em medicina ortomolecular, de São Paulo.

“O que as mulheres mais sentem com a queda do colágeno é a redução da elasticidade e a hidratação da pele”, afirma Mariana Vilela Stang, nutricionista do Amarynthe Spa, em São Paulo. Daí para aparecerer rugas, celulite e flacidez é um pulo. “As unhas e o cabelo também ficam quebradiços e sem brilho”, completa a nutricionista Laura Breves, da Todavida Assessoria em Nutrição, do Rio de Janeiro. Tem outros prejuízos que a gente não nota de imediato: tendões, ossos e cartilagens – estruturas de sustentação que dependem do colágeno – ficam fragilizadas.

Menos fome e mais músculos
Para sentir na pele os efeitos do colágeno, classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como novo alimento, você precisa consumi-lo todos os dias. Alguns profissionais preferem indicar a substância manipulada de acordo com a necessidade de cada paciente, mas também é vendida pronta, em cápsula ou em pó. A primeira opção é mais prática. Mas a segunda, diluída em água, tem a vantagem de proporcionar saciedade. Ou seja, de quebra, dá uma força no controle do peso. Você malha? Ótimo! “Nesse caso, o colágeno também ajuda na construção dos músculos”, afirma a nutricionista Laura Breves. Os primeiros efeitos podem ser percebidos após dois ou três meses do consumo diário. Vale tentar!

Colágeno nos alimentos
As principais fontes de colágeno são os alimentos ricos em proteínas de origem animal (carne vermelha, frango, peixe). Mas, para o colágeno ser sintetizado pelo organismo, é importante você também consumir boas fontes de vitamina C (limão, melão cantalupo, caju, kiwi, acerola e goiaba) vitamina E, selênio e zinco (avelã, amêndoa
e castanha-do-pará)

E a gelatina?
A gelatina que a gente come de sobremesa tem só 10% de proteína e, por isso, não deve ser considerada como alternativa para firmar a pele ou deixar o corpo mais durinho. Mas é uma boa opção para enganar a fome ou matar a vontade de doce sem acrescentar muitas calorias. Já a gelatina em cápsula (ou farmacêutica) é o colágeno puro. Só que, por não ser hidrolisada, é menos eficiente. A explicação está no processo: “A hidrólise quebra as moléculas da proteína presente no colágeno. Menores, elas são absorvidas pelo organismo com mais facilidade”, explica a engenheira de alimentos Gisele de Carvalho Döll, de Curitiba. Ou seja, você tem de consumir uma dose bem maior de gelatina em cápsula para ter o mesmo efeito do colágeno hidrolisado.

Receitas
Para variar a maneira de consumir o colágeno, você pode acrescentar o pó num suco ou shake, como nas receitas sugeridas pela nutricionista Gisele Pavin, da Equilibrium Consultoria em Nutrição & Bem Estar, em São Paulo

Suco de tangerina
• 1 copo (250 ml) de suco de tangerina
• 1 pera sem casca e sem sementes
• 1 sachê (ou 1 col. de sopa) de colágeno hidrolisado sabor tangerina
• Gelo a gosto

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquidificador e beba em seguida.

Suco de laranja e abacaxi
• 1 copo (250 ml) de suco de laranja
• 2 fatias médias de abacaxi
• 1 sachê (ou 1 col. de sopa) de colágeno hidrolisado sabor laranja
• Gelo a gosto

Modo de fazer
Bata todos os ingredientes no liquidificador e beba em seguida.

Shake de abacaxi, maracujá e morango
• 1 copo (200 ml) de leite de soja
• 2 fatias médias de abacaxi
• 1 sachê (ou 1 col. de sopa) de colágeno hidrolisado sabor morango
• Adoçante a gosto
• Gelo a gosto

Modo de fazer
No liquidificador, bata o leite e o abacaxi. Coe e bata novamente com o colágeno, o adoçante e o gelo. Beba em seguida.

Mais informações sobre o colageno por Vanessa Lobato

Adicionar comentário 25 de Setembro de 2009 às 11:33 Emporio Xingu

Ginkgo biloba tem poder

Fonte: Revista Saude Vital

Nome Científico: Ginkgo biloba L.
Nome popular: Nogueira-do-japão
Origem: Extremo Oriente
Aspecto: As folhas se dispõem em leque e são semelhantes ao trevo. A altura da árvore pode chegar a 40 metros. O fruto lembra uma ameixa e contém uma noz que pode ser assada e comida

Pesquisas alimentam a esperança de que a planta do Oriente previna (e ataque) tumores no ovário, na mama, no cérebro e no fígado. Com o seu extrato por perto, as células malignas se autodestroem
A ginkgo biloba foi a primeira planta a brotar após a destruição provocada pela bomba atômica na cidade de Hiroshima, no Japão

A ginkgo já é famosa por suas façanhas. O extrato obtido de suas folhas comprovadamente reduz as tonturas, refresca a memória, alivia as dores nas pernas e nos braços e acaba com o zumbido no ouvido. Por tudo isso ela arrebanhou uma vasta clientela, composta na maior parte por idosos. Mas suspeita-se que o poder dessa planta de folhas de formato de leque vá além. Estudos realizados em laboratório e com seres humanos sugerem sua capacidade de prevenir e atacar tumores — mais um importante item que se acrescenta ao seu currículo.

Uma das pesquisas que obtiveram resultados mais estrondosos foi concluída no final do ano passado. Ao todo, 1 388 mulheres foram acompanhadas por seis meses. Todas relataram tomar algum tipo de remédio fitoterápico — equinácea, erva-de-são-joão, ginseng e ginkgo. As que ingeriram esta última diariamente tiveram uma incidência 60% menor de tumores de ovário. Para entender o que estava ocorrendo, os surpresos cientistas levaram a ginkgo para dentro do laboratório. Lá misturaram o extrato da planta a culturas de células de ovário cancerosas. Bastou uma pequena dose para que o crescimento delas fosse reduzido em 80%.

ESTUDO PIONEIRO
Foi a primeira vez que se vislumbrou uma relação entre a ginkgo e o combate ao câncer de ovário. “Como o nosso estudo é pioneiro, as conclusões precisam ser confirmadas por novos trabalhos”, disse à SAÚDE! Daniel Cramer, diretor de Obstetrícia e Ginecologia Epidemiológica do Brigham and Women’s Hospital, ligado à Escola Médica Harvard, nos Estados Unidos. “Até que outras investigações sejam feitas, acredito que mulheres com mais de 50 anos e histórico familiar de câncer de ovário deveriam considerar tomar ginkgo”, diz ele.

Quando se fala em tumores em geral, o relatório de Cramer não é tão inovador assim. Mais de 50 estudos sobre ginkgo e câncer já foram catalogados. Em 2002 uma pesquisa conduzida pelo grego Vassilios Papadopoulos mostrou em laboratório e em testes clínicos que a ginkgo inibe o crescimento agressivo de tumores de mama. Também existem trabalhos sobre câncer cerebral e de fígado. “Essa já não é uma área de pesquisa em sua infância”, diz Nise Yamaguchi, pesquisadora da USP e vice- presidente do Núcleo de Apoio ao Paciente com Câncer, em São Paulo. “Já existem muitos estudos consistentes. E com conclusões parecidas.”

A maneira como a ginkgo e seus componentes agem em escala celular ainda não foi totalmente decifrada, mas há algumas hipóteses. “Talvez a planta esteja envolvida com a habilidade do organismo de causar apoptose, a morte programada de células defeituosas”, diz Cramer (veja infográfico na próxima página). Outras estratégias descritas em diferentes trabalhos são sua habilidade para inibir os vasos que alimentam o câncer e sua capacidade de evitar danos ao DNA. Esses efeitos são obtidos por meio da ação de duas substâncias, os terpenóides e os bioflavonóides. Os primeiros viraram objeto de estudo mais recentemente. Os bioflavonóides, contudo, são conhecidos de longa data. Agem como antioxidantes, combatendo os radicais livres e impedindo o envelhecimento. Ambos fazem parte do mesmo extrato, o EGb 761 — matéria-prima dos comprimidos vendidos em farmácias.

O comprimido de ginkgo biloba desencadeia diversas reações que vão desde os pés até os ouvidos. Os vasos sangüíneos se dilatam e o sangue fica menos viscoso (mais “fino”, como se diz). Assim, corre mais rápido, com mais facilidade, e alcança melhor os lugares mais distantes do coração. O labirinto, estrutura que pertence ao ouvido, passa a ser mais bem irrigado e oxigenado, o que ajuda a acabar com tonturas e zumbidos. As áreas do cérebro responsáveis pela memória e pelo raciocínio ficam mais despertas. O fluxo mais intenso também acaba com as dores nos braços e nas pernas, comuns na terceira idade. “A ginkgo produz muitos resultados e por isso divide com a ervade- são-joão o título de planta mais estudada na atualidade”, afirma João Batista Calixto, professor de farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autoridade brasileira em medicamentos fitoterápicos.

Entre todas as benesses creditadas à planta, uma passou a ser questionada recentemente. É a que se refere à contribuição da ginkgo aos pacientes com Alzheimer. “Possivelmente o benefício seja alcançado apenas se a droga for utilizada de forma preventiva, anos antes do início da doença”, diz Orestes Forlenza, psiquiatra e pesquisador do Laboratório de Neurociências da Universidade de São Paulo. “Os estudos clínicos da ginkgo para o tratamento de demências não demonstraram vantagens consistentes, possivelmente porque já era tarde demais e o tamanho do efeito era muito pequeno para modificar o curso clínico”, explica o pesquisador, que fez uma revisão da literatura médica sobre o assunto.

São raros os casos de efeitos colaterais advindos da ingestão de ginkgo, mas não se pode ignorá-los. O remédio possui tarja vermelha e só pode ser vendido com receita médica (a dose máxima recomendada é de 240 mg/dia). Esse cuidado existe porque, ao dilatar os vasos sangüíneos, a ginkgo pode provocar enxaqueca e aumentar a sensibilidade da pele, causando alergias. Esse problema é maior nas cápsulas de pó macerado e nas folhas para chá, vendidas em lojas de produtos naturais. Além de ter a eficiência questionada (veja o quadro na próxima página), elas possuem grandes quantidades de um ácido capaz de irritar a pele. Ao afinar o sangue, a planta também pode causar sangramentos (antes de submeter um paciente a cirurgia, os médicos costumam pedir que cesse a ingestão do comprimido). Na bula do medicamento há ainda advertências com relação a distúrbios gastrointestinas e queda de pressão arterial. “A ginkgo é uma planta segura, mas deve ser usada com cautela”, resume o americano Daniel Cramer.

MORTE PROGRAMADA
Na presença da ginkgo, as células malignas se autodestroem

1 - PROCESSO NORMAL
Quando alguma célula se danifica, sofre radiação ou infecção, o organismo envia uma ordem para que ela se autodestrua. Esse processo é chamado de apoptose.

2 - CÉLULAS TUMORAIS
De vez em quando surgem células malignas que podem se multiplicar desordenadamente. O corpo manda a mesma ordem de implosão, mas elas não obedecem.

3 - COM GINKGO
Na presença da ginkgo, as células tumorais ficam menos “teimosas”. Quando a
mensagem chega, a célula pode ter a membrana rompida. Os restos são comidos
por fagócitos, defensores do corpo.

O QUE JÁ SE COMPROVOU?
Dos muitos benefícios atribuídos à ginkgo, alguns foram validados pela literatura científica e outros, desacreditados

ZUMBIDOS NO OUVIDO E TONTURA São os principais chamarizes da planta. Ao aumentar a circulação no labirinto, estrutura interna do ouvido, a ginkgo diminui zumbidos e melhora a sensação de equilíbrio.

DORES EM BRAÇOS E PERNAS
Os benefícios do extrato para a circulação se refletem na melhor irrigação das áreas mais distantes do coração, o que alivia as dores nos membros.

ENVELHECIMENTO
Seus bioflavonóides são antioxidantes que combatem os radicais livres e evitam danos às células, acumulados com a idade.

CÂNCER DE OVÁRIO
Um estudo publicado em outubro de 2005 mostrou que a incidência desses tumores diminuiu entre 60% e 70% nas mulheres que ingeriram comprimidos com extrato de ginkgo.

CÂNCER DE MAMA
Testes preliminares em laboratórios e estudos clínicos publicados em 2002 indicaram que o extrato das folhas pode inibir a proliferação agressiva de tumores de mama.

MEMÓRIA
A Organização Mundial da Saúde considera que a ginkgo melhora a capacidade de memória e de aprendizado, mas estudos recentes começam a pôr em dúvida se o efeito persiste no longo prazo.

ALZHEIMER
A ginkgo já foi aprovada em alguns países para ajudar na prevenção dessa doença. Contudo, novos testes não mostraram benefícios consistentes quando o mal já está instalado.

COMPROVADO EM TESTE CONTESTADO

ALENTO EM CHERNOBYL
Em 1986 a usina nuclear de Chernobyl, na então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sofreu uma forte explosão de vapor seguida de incêndio. Mais de 200 mil pessoas tiveram de ser transferidas para evitar os efeitos da radiação. Um estudo publicado em 1995 ministrou extrato de ginkgo para 30 trabalhadores que estavam na área do acidente. Por dois meses eles tomaram três comprimidos de 40 mg. Ao final, a ginkgo reduziu os efeitos colaterais provocados pelas radiações excessivas e diminuiu o número de porções alteradas no DNA desses homens.

PRODUÇÃO GLOBAL
O extrato usado nos comprimidos viaja pelo mundo antes de chegar às prateleiras das farmácias. Em geral, as árvores são cultivadas na região de Bordeaux, na França, e na Carolina do Sul, nos Estados Unidos — tidas como as mais adequadas para o cultivo da planta. Depois de colhidas, as folhas são enviadas à Irlanda para serem extraídas. Em seguida a matéria-prima é exportada para vários países (o Brasil é um deles) onde os comprimidos são feitos e embalados.

DÁ PARA CONFIAR?
Nas farmácias brasileiras, os comprimidos de extrato de ginkgo vendidos só com receita médica competem com cápsulas de pó moído e folhas, em embalagens expostas nas prateleiras ao alcance do consumidor. Muita gente relata efeitos benéficos advindos dessas fórmulas alternativas. Mas seriam elas tão eficazes quanto os comprimidos? A resposta é não. Pesquisadores da UFSC fizeram testes para saber quanto tem de componentes do extrato EGb 761 nessas cápsulas e nas folhas da planta. Conclusão: para obter a mesma quantidade de um único comprimido de 120 mg seriam necessárias 20 cápsulas de 200 mg de pó moído. Quanto ao chá, a eficácia depende da qualidade da matéria-prima. “Mas seria preciso ingerir grande quantidade, já que os teores das substâncias ativas no chá caseiro são baixos”, afirma Cláudia Simões, autora do trabalho e pesquisadora da UFSC. “A proporção ideal só é obtida com os extratos secos padronizados.”

Adicionar comentário 24 de Setembro de 2009 às 12:04 Emporio Xingu

Temperos antiobesidade

Aromas e sabores que dão um toque especial aos alimentos fazem bem ao paladar e ainda ajudam a derreter gorduras inoportunas. Seu corpo merece essas pitadas de prazer e de saúde

Acaba de chegar do Japão um bom motivo para não dispensar o vinagre na salada. Em pesquisa publicada na renomada revista científica Journal of Food and Chemistry, estudiosos nipônicos demonstram que substâncias presentes no tempero regulam genes que controlam a eliminação de gordura pelo organismo. Essa descoberta sugere que investir nas gotas de ácido acético, o nome técnico do vinagre, é uma maneira de preservar a silhueta esbelta. “Observamos, em animais, que ele é rapidamente absorvido pelo corpo e que ameniza os efeitos maléficos do excesso de gordura”, conta Tomoo Kondo, do time de cientistas que assina o trabalho. Em outros estudos, estes com seres humanos, a equipe japonesa já havia notado que o consumo frequente do líquido influencia no peso. “O índice de massa corporal, a circunferência abdominal e os níveis de triglicérides no sangue são menores em voluntários que ingerem vinagre diariamente”, enumera Kondo.

Para os apreciadores, uma dica é optar pelas versões de vinho e de maçã, já que são consideradas mais puras. “Elas se destacam porque preservam as propriedades da bebida e da fruta até o final do processo de produção”, explica Bianca Borin, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vinagre. Aí, além dos benefícios do ácido acético, dá para aproveitar os nutrientes dos alimentos que servem de matériaprima para o seu preparo. Outros sabores que desinflam os pneus vêm do curry e do açafrão, especiarias que estão repletas de um pigmento chamado curcumina. Assim afirmam pesquisadores da Universidade Tufts, nos Estados Unidos. “Essa substância evita a formação de vasos que alimentam o tecido gorduroso”, aponta o pesquisador Mohsen Meydani. “Ela é conhecida ainda por sua capacidade de reduzir inflamações e evitar o desenvolvimento de tumores”, lembra o especialista.

A erva-doce, uma planta que floresce principalmente em terras russas, é mais um condimento excelente para quem precisa entrar em forma — 100 gramas possuem apenas 18 calorias. “E, além de rica em vitamina C, cálcio e potássio, ela tem muitas fibras, que aumentam a sensação de saciedade”, informa a nutróloga Maria Del Rosário Alonso, da Associação Brasileira de Nutrologia.

Em solo brasileiro, também encontramos uma especiaria que pode reduzir o colesterol ruim e acelerar o metabolismo: a pimenta dedo-de-moça. Por trás do sabor picante está a capsaicina, responsável por mandar embora os perigos que a gordura em doses exageradas oferece. “Esse princípio ativo estimula a produção de uma enzima que auxilia a quebra do colesterol em moléculas menores, que se tornam mais fáceis de ser absorvidas”, afirma a nutricionista Márcia Keller, que estudou a pimenta em sua dissertação de mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Assim, o corpo fica a salvo de placas de gordura nas artérias, que são um gatilho para infartos e derrames.

Se você não se arrisca de jeito nenhum na ardência de uma dedo-demoça, comece pelos tipos mais suaves de pimenta vermelha, como a biquinho. “Ela tem pouca capsaicina, mas já é um começo para quem não está habituado ao sabor forte”, recomenda Márcia.

Quer mais opções para temperar e colorir os pratos e, de quebra, combater a obesidade? Anote: canela e gengibre. A primeira ajuda a equilibrar os níveis de insulina no organismo, a encarregada de jogar a glicose dentro das células. Isso tem relação com o apetite, já que o excesso desse hormônio no sangue dá a falsa sensação de que precisamos comer mais. O gengibre, por sua vez, aumenta a temperatura do corpo e acelera a queima de gorduras — a pimenta e a própria canela, aliás, também têm esse efeito, chamado de termogênico.

Antes de cair de boca nesses temperos, saiba que o exagero, como sempre, não vale a pena. “Nenhum alimento com princípio ativo deve ser usado por muito tempo e em grandes quantidades”, alerta a nutricionista Gilberti Hübscher, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Assim como medicamentos, eles podem causar efeitos colaterais e até intoxicação. Outra coisa: abusar de frituras e alimentos gordurosos e, depois, compensar comendo especiarias para emagrecer não funciona. “A ingestão desses condimentos, associada a uma dieta equilibrada e à pratica de atividade física, pode reduzir a gordura corporal, mas seu uso isolado para perder peso não terá o resultado esperado”, avisa Elaine Martins Bento, presidente da Associação Paulista de Nutrição.

Adicionar comentário 2 de Setembro de 2009 às 15:17 Emporio Xingu


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